Mostrando postagens com marcador au pair. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador au pair. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Noruega: boas surpresas em Oslo



Sair da Grécia para a Noruega é uma mudança tão radical quanto parece ser. Enquanto em Kos eu passava o dia inteiro de biquíni curtindo o sol na praia, em Oslo meu pullover e minha écharpe não foram suficientes para aguentar o frio de fim de verão.

Mas as mudanças não param por ai. De repente a gente tem uma ideia porque a Grécia vive em crise desde sua independência e a Noruega, depois de uma história de miséria, se tornou um dos países mais ricos do mundo. Que diferença na educação! Em Tessalônica fui expulsa do táxi por pedir para ligar o taxímetro; em Oslo, quando cheguei sem nenhuma coroa dinamarquesa e sem o cartão de banco que já estava cancelado devido à minha volta ao Brasil, o motorista de ônibus aceitou meu pagamento em euro sem me cobrar nenhum extra, para depois ele mesmo ter que trocar o dinheiro numa casa de câmbio.

Mas tanta educação não é de graça: a Grécia foi o país europeu mais barato que já visitei, a Noruega, sem dúvidas, o mais caro. Sorte a minha que, assim como em Genebra, tive um host super legal que me ajudou a economizar bastante.


Eu fui à Noruega querendo ver aquelas paisagens famosas, natureza intacta, lagos com montanhas cobertas de neve, quem sabe até lobos, quem sabe até aurora boreal. Bem, Oslo definitivamente não é o lugar para isso. A natureza selvagem na Noruega está bem longe dali, a uns 500Km, mas a cidade tem sua graça. Eu ainda dei sorte de chegar no dia de um evento especial, onde os prédios oficiais estavam abertos para visitação (gratuitamente!!!). Conheci o palácio e a capela reais, o parlamento e até sentei numa das cadeiras, vi a sala onde é entregue o prêmio Nobel da Paz, subi na torre dos sinosde onde se tem uma vista super bacana da cidade, atravessei o rio durante a  noite para uma visita na ilha e assisti a uma linda queima de fogos. Foi muito especial.


O que mais chamou minha atenção em Oslo, porém, foi o museu do Prêmio Nobel. Eu nem sabia da sua existência e foi uma grata surpresa. Conhecer  um pouco mais da história de pessoas que fizeram tanta diferença, talvez não para o mundo inteiro e nem diretamente na minha vida, mas, com certeza, na vida de muitos a seu redor. E o museu é super interativo, dá para ficar horas lá e ainda querer voltar.

E mesmo que urbana, a viagem teve, sim, natureza: um passeio numa pequena floresta, cachoeira e um pôr do sol de dar saudades da Europa. 



PS: eu perdi todas as minhas fotos da Noruega quando roubaram meu iPod. :(

PS2: vida boa tinham uns brasileiros que conheci por lá. Trabalhavam em um haras, ganhavam uma grana e no inverno, quando a temporada de corridas de cavalo parava devido ao frio e a neve, eles vinham curtir o verão do Brasil. O dinheiro que eles ganhavam nos seis meses dava para passar os outros seis de folga e ainda fugir do frio congelante.

PS3: se não fosse o frio, eu morava em Oslo. Muita qualidade de vida!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Ah... a Grécia (cap. 3: Kos)




Se a Grécia era um sonho, as ilhas gregas eram o ápice, aquele momento crucial que de tão bom vc percebe que aquilo só pode ser de fato um sonho. Não era. O pôr do sol no mar mediterrâneo, no navio que levava de Atenas para Kos era real. Nunca vou me esquecer daquela cena. O sol se escondendo na água, Atenas mudando de cor ao fundo, foi mágico.

 

A viagem de navio entre Pireus (porto de Atenas) e Kos leva uma noite (é possível comprar os ingressos no mesmo dia. Eles não mudam de preço se comprados com antecedência). Cheguei à cidade ainda não tinha amanhecido. Não resisti e mergulhei no mar, de roupa e tudo, só para não perder o espetáculo de ver o sol nascer de dentro d'água.


Fiquei em uma praia distante do centro, mas linda - Marmari. Meu host foi mais uma das boas coincidências da vida - um romeno muito engraçado, que adorava me deixar curiosa e depois de dias me dando detalhe sobre os adventistas e eu sem saber de onde ele tirava tanta informação, confessou que sua mãe era da igreja e já tinha frequentado quando adolescente. 


Kos foi o berço da medicina, onde nasceu Hippocrates e foi criado o primeiro hospital, que, claro, visitei. Só mais um detalhe interessante num lugar que o atrativo principal são as belezas naturais.
Para mim, a praia mais bonita se chama, não por acaso, Paradise. O ônibus te deixa no alto do morro e a vista é de babar. Uma das mais populares e com melhor infraestrutura é Mastichari.


Outro passeio bem famoso em Kos é para as thermas, praias de água quente. Eu não tive tempo. Ah... e quem quiser, também pode dar um esticada até a Turquia. Tem passeios quase diários para uma cidade de compras no outro país.

Para mim, o melhor de Kos foi o pôr-do-sol, assisti todos os dias e não deixava de ficar sem fôlego. Não resisti a fotografar esse casal de alemães fofos que contemplavam o pôr-do-sol. Depois contei que tinha feito as fotos, mostrei e até enviei por email! :P




 

terça-feira, 2 de outubro de 2012

3 em 1: Pisa, Florença, Veneza



Ah... a Itália! Como eu amo esse país. É insuportavelmente quente no verão, as pessoas não são exatamente amigáveis nas cidades grandes, mas sua beleza supera tudo. E, no meu caso particular, tenho lembranças maravilhosas dos dois verões que passei por lá com pessoas muito queridas.

No último, eu, Tati, Érika e Jéssica fizemos um tour super corrido nas três cidades próximas de Pisa, Florença e Veneza.



Embora tenha colegas nativos que garantem que Pisa tem muito mais para ver do que apenas a Torre, nossa tarde lá nos permitiu apenas de curtir os gramados do monumento, fazer fotos típicas e subir as escadarias tortas da famosa torre. Não há filas, porque você compra seu ingresso (17 euros, se não me engano) com hora marcada. Então, enquanto você espera sua vez para subir, dá para aproveitar para fazer quantas fotos quiser, deitar na grama e, no nosso caso, colocar o papo em dia. A subida é rápida e você tem cerca de 30 minutos para admirar a vista lá de cima.



De Pisa, pegamos um trem super barato (9 euros - 1 hora de viagem) para Florença. Tínhamos um dia lá, que não é suficiente. Conseguímos passear pela cidade inteira, vimos as duas estátuas falsas do Davi de Michelangelo (uma na praça do museu, outra na praça Michelangelo), vimos a vista linda da cidade e eu me apaixonei, mas não entramos em nenhum museu.



De Florença, pegamos outro trem, também barato (19 euros - 2 horas de viagem) para Veneza. Novamente, tínhamos um dia. Mas dessa vez foi suficiente. Veneza é diferente de qualquer cidade do mundo, é realmente sobre as águas e, por isso, muito interessante. Mas não me impressionou.

 
A Cathedral principal é linda, como muitas outras na Itália. Legal mesmo foi andar de gôndola! Com um italiano super simpático que até falar português falava e tinha uma tia que morava no Rio. Com todas as movimentações para bater fotos, quase viramos a gôndola, mas sobrevivemos. Quem for à Veneza, procure pelo gôndoleiro Luca, uma graça!
 

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Apaixonante Barcelona


Antes de me mudar para a Europa, eu não tinha muito interesse pela Espanha, mas desde que cheguei, ouvi falar tão bem de Barcelona que se tornou um dos meus "must go". Ainda bem! Assim que coloquei os pés na cidade, foi paixão à primeira vista. Sabe aquele lugar que você automaticamente se sente bem, feliz, apaixonada? Então... foi assim em Barcelona.


A primeira parada foi o encontro com a Tati e a Jéssica no estádio do Barça. Se alguma coisa sempre me interessou na Espanha, era isso. Não deu para assistir um jogo, mas só de visitar o museu, ver o número infinito de taças, sentar na arquibancada, entrar na sala de imprensa, já valeu a pena. E tinha que valer mesmo... a entrada é salgadinha, 23€. Aliás, o único problema de Barcelona é esse: é cara! Quase todos os pontos turísticos pagam entrada e não são baratos.



Na nossa primeira noite fomos à um barzinho bem legal, o Princesa 23, onde colocamos todas as fofocas em dia. Ótima indicação do meu host paulista e super simpático, Cláudio.

No dia seguinte: "pernas para que te quero"... Andamos e andamos... Descer a Rambla é obrigatório em Barcelona. Ali estão algumas obras de Gaudí como a La Pedrera e a Casa Milà. Em torno, tem a Cathedral e alguns prédios bacanas. Fomos também ao Parque Güell, onde fica a casa de Gaudí, é enorme, lindo. Depois, ao Castelo Montjuic. A entrada é de graça, mas fica no alto de um morro, para subir só com muita coragem ou de bondinho. Nesse caso, a travesia ida e volta custa 10€. O castelo não tem nada de especial, mas a vista é maravilhosa e o passeio de bondinho também.



Mas de tudo, o mais impressionante de Barcelona é mesmo a Sagrada Família, a obra prima de Gaudí, ainda interminada. É gigantesca, com uma arquitetura totalmente diferente, impressionante. Não resisti. Comprei um livro sobre o arquiteto que praticamente construiu a Barcelona de hoje. Estou lendo e minha vontade é de voltar correndo para lá!


Para completar, Barcelona ainda tem praia. O que mais posso querer de uma cidade? Nada! Resolução: se algum dia voltar a morar na Europa, com certeza será em Barcelona. Se não, volto para passar um verão na cidade estudando espanhol (sim, eles falam catalão, mas não importa!). :)




sexta-feira, 13 de julho de 2012

No interior da França... St. Valerie Sur Somme


Existem certas experiências que só o trabalho de Au Pair te dá. Viajar para lugares que você nunca imaginou é uma delas. Minha primeira vez na França foi "a trabalho" com minha primeira família na Bélgica. Eles têm uma casa numa vilazinha no sul da França, chamada Mortagne sur Gironde, perto de Bordeaux, e fomos para lá duas vezes, passar carnaval e páscoa. Foi o lugar com o maior clima de paz que já conheci.

E agora, mais de um ano depois, aqui estou eu na França a trabalho de novo. Desta vez, numa vilazinha no norte do país, com a terceira família que sou Au Pair. E se Mortagne é hors concours no quesito paz, St. Valery sur Somme tem o pôr do sol mais bonito que já vi na Europa (ia falar do mundo, mas lembrei do pôr do sol que vi na Table Mountain na África do Sul). Todo fim de dia que faço meu passeio fico impressionada... (e com raiva por não saber fazer fotos!).

Eu confesso que quando soube que viríamos passar duas semanas aqui não fiquei nem um pouco empolgada. Em época de fechamento da revista e com tantas coisas para fazer (meus cursos, organizar minha viagem de verão, minha volta para o Brasil), passar duas semanas fora de Bruxelas, numa casa sem internet e com três crianças full-time não parecia uma boa ideia, principalmente depois que tive uma briga um tanto séria com um dos meninos que tomo conta.
Mas a viagem foi bem melhor do que eu esperava. St. Valerie tem um clima de paz e tranquilidade típico do interior da França, é bonita e, mesmo que as praias não sejam das melhores (a que fomos é de pedras), dá para curtir o sol. A casa que estamos é uma delícia, com um jardim enorme e uma mesa de ping-pong que faz a diversão das crianças e minha, é claro! Para melhorar, descobri que os meninos são viciados em jogos como eu. Passamos as noites no baralho e no War (na Europa se chama Risk). Muito melhor que qualquer conexão wifi!


Esse clima de praia durante o dia e jogos à noite me lembra minhas férias com minhas irmãs... momentos tão bons. Me deu ainda mais saudade do Brasil e, embora saiba que vou morrer de saudade de tudo aqui, fiquei feliz de pensar que estou voltando.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Tem sol na Bélgica! E praia também!



 Durou pouco, mas aconteceu! O verão chegou à Bélgica (e já foi embora, by the way!). Foram 10 dias CONSECUTIVOS de sol. Diante de tamanho milagre, aproveitei para fazer algo que ainda não tinha feito em mais de um ano morando aqui: fui à praia!!!



A Bélgica é banhada pelo Mar do Norte. É claro que não se compara às praias brasileiras, mas confesso que minha expectativa era tão ruim que até gostei. A areia é grossa, a água, escura e fria, mas consegui mergulhar. E poucas coisas me fazem tão bem quanto um banho de mar!

A praia que visitei é De Haan, uma das maiores daqui. Levamos mais de três horas de Bruxelas até lá tentando evitar o congestionamento da estrada e só conseguindo perder tempo. A melhor opção, sem dúvidas, é pegar o trem de Bruxelas à Oostende e de lá o trenzinho que percorre todas as praias.

De Haan é toda dividida em "baias" e tem um calçadão cheio de lojinhas, sorveterias e restaurantes. Uma delícia para passear. Pena que lá, como na maioria das praias belgas, tem pequenos prédios bem em frente ao mar, estragando um pouco a paisagem.



O ambiente é bem familiar e, por isso mesmo, tomei um susto quando, assim que cheguei, vi uma mulher de meia-idade fazendo top less. Depois, vi outra, mas ninguém parecia nem reparar. Nem crianças, nem adultos. Costume belga que ninguém se incomoda. Não que eu me importe, mas usando as palavras de Gilberto Gil: "Desnecessário, Preta".

Saímos da praia já mais de 20h e fomos comer algo na vilazinha. Os restaurantes estavam todos lotados, um clima super gostoso. Pegamos a estrada de volta umas 22h, na hora do pôr-do-sol.






sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Liège


Domingo na Bélgica é dia de passear, mesmo com temperaturas abaixo de 0° e com floquinhos "purpurina" de neve. Ah, e mesmo em semana de fechamento da revista! hehehe

Desta vez, o destino escolhido foi Liège, mais uma cidade francófona, como Namur. Éramos quatro brasileiros morrendo de frio e falando sem parar da comida brasileira (de novo): Ana (como sempre), Neto e a novata Lu.


 Com a temperatura congelante, foi difícil apreciar os detalhes da cidade, mas curtimos bastante o dia. Caminhamos, subimos a cidelle e tivemos uma bela vista da cidade, fomos rapidinho à Cathedral de Saint Paul, mas como tinha missa não podemos perambular muito por dentro, e terminamos o passeio tomando uma sopa e um chá num barzinho sem cardápio. Quando o Neto perguntou qual cerveja tinha, a dona foi lá dentro e trouxe várias garrafas com todas as marcas de cerveja que ela servia, fez o mesmo quando eu pedi o chá e tirou a sopa de uma outra cliente para nos mostrar como estava gostosa! Uma figura, mas simpática.

Um casal de amigos (ela, equatoriana e ele, belga, mas ambos falam português pq moraram no Brasil) se juntou a nós só para dar um oi e aproveitou para puxar o saco de Liège, que segundo ele, foi a segunda cidade europeia a fazer a revolução industrial e por isso fez da Valônia (região francófona da Bélgica) uma das mais ricas do continente.

É difícil julgar uma cidade por um domingo de frio, mas as conversas, as risadas, o português e a boa companhia com certeza valeram o passeio! ;)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Minha história de Berlim


Momento 1: Com uns 12 anos de idade quis ser escritora e esbocei três pequenas histórias, uma delas, em parceria com uma amiguinha de colégio, chamada O Muro de Berlim. Era sobre um jovem casal que tinha sido separado pela divisão da cidade. Eu gostei especialmente desse texto, tanto que me lembro de detalhes dele até hoje.

Momento 2: Quando estava na 8° série, vi o vídeo do Pedro Bial cobrindo a queda do Muro de Berlim. Ele estava no muro, com um monte de gente em volta, emocionado até. Achei aquilo o máximo. Estar alí, vendo a História, fazendo história. Decidi o que queria ser da vida: jornalista. (Infelizmente, não achei o vídeo no youtube, o que me fez até duvidar da existência dele. Talvez minha memória tenha confundido os atores principais, talvez o jornalista seja outro, mas enfim, o importante é que foi com essa cena que escolhi minha profissão).

Momento 3: Durante uma aula de francês na Bélgica o tópico são alguns momentos históricos, entre eles, a Copa do Mundo de 2002 (Brasilsilsiiiiiill) e a queda do muro de Berlim. Uma colega alemã conta suas lembranças do dia. Ela era criança e queria assistir ao seu desenho animado favorito, mas todas as emissões foram interrompidas para mostrar as imagens da derrubada da parede. Ela e a irmã reclamam, mas o pai avisa que esse é um evento que muda o mundo, um dia histórico.

Momento 4: Réveillon de 2011/2012, eu finalmente visito Berlim e vejo tudo isso com meus próprios olhos. E mais: realizo outro de meus pequenos grandes sonhos, pego uma pedra legítima do muro!!! Minha, só minha.


A despeito de todas essas vezes que a História de Berlim cruzou a minha história, essa nunca foi uma cidade que tive especialmente vontade de conhecer. Isso mudou quando cheguei à Europa e perdi a má impressão que tinha dos alemães. A oportunidade surgiu e não poderia ter sido de melhor maneira: passar um dos revéillons mais famosos do mundo no Portal de Brandenburg com minha queridíssima amiga de faculdade, Érika.

Conseguimos um hostel que tinha jeito de hotel, ficamos sozinha no quarto e só dividimos o banheiro com um casal, super tranquilo. O local era meio árabe, mas tá valendo! hehehe

A primeira descoberta foi um tanto quanto decepcionante: os berlinenses não falam inglês, ou porque não sabem ou porque não querem. Isso dificultou um pouco (muito) nossa vida, principalmente levando em conta que as linhas de metrô de lá são complicadíssimas. Minha sorte é que a Érika é boa de mapa! hehehe 


Nosso primeiro ponto turístico visitado foi o Muro. Fomos até a West Side Gallery, mas a verdade é que tem pedaços por toda a parte. Onde quer que andávamos, esbarrávamos numa parede. Algumas coloridas, grafitadas, outras cinzas e algumas com chiclete (eca! não gostei!). Como sempre, eu fiquei toda boba de estar em um monumento tão importante historicamente e deixei minha marca. Estive lá!!! :)



A parte do muro que mais gostei é um pouco mais afastada da cidade. Tem tipo um museu a céu aberto que relata diversas tentativas de fuga, umas bem-sucedidas e outras fatais.

Aliás, museu é o forte de Berlim. São inúmeros e cada um deles, enorme. Você passa horas lá dentro e não vê tudo. Sobre a história da Alemanha, a Segunda Guerra Mundial,  o Muro. O Museu Judaico é excelente. Além de falar sobre o holocausto, conta bastante a tragetória do povo, seus costumes, religião. Gostei!

Falam também que a noite de Berlim é ótima, mas isso não posso dizer. Nao conseguíamos achar um barzinho de jeito nenhum, mas acabamos num Karaokê divertidíssimo e num restaurante grego, pensando que era pizzaria! Valeu pq foi a primeira vez q fui a um restaurante grego! hehehe

Apesar da arquitetura berlinense não me chamar a atenção, no centro tem alguns prédios bem bonitos: com destaque para a ilha dos museus, a Universidade onde estudaram Marx e Einstein e a Catedral, uma das mais lindas que já visitei.


Pra quem não tinha nenhuma expectativa, descobri que Berlim é bem mais que um muro.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Ghent Festival 2011


Essa semana acontece uma das festas mais famosas da Bélgica, o Ghent Festival. Já na 168° edição, são 10 dias com atrações de música, teatro, cinema, esporte e tudo mais que se tem direito. Os shows acontecem das 10h às 03h sem parar! E depois ainda falam que brasileiro que não trabalha! :P

Eu e a máfia das Au Pairs brasileiras fomos conferir a programação no último sábado, mas confesso que foi estilo... cilada! OK, a culpa não foi do Festival, mas do clima da Bélgica que nunca colabora! Choveu o dia inteiro e como os palcos são ao ar livre nem deu para curtir muito, mas até que foi divertido!


Embora não possa fazer muita propaganda do Festival por conta da chuva, Ghent, porém, é uma cidade que vale a pena conhecer. É super charmosa e, por ser uma cidade universitária, é cheia de jovens e diz a lenda que bem agitada. Já reparei que entre os belgas, ela faz muito sucesso, já ouvi muitos dizerem que é a cidade mais bonita do país. Eu gosto, mas ainda prefiro Brugge! :)

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Aniversário, Brugge e mais...



Embora um pouco diferente, meu aniversário europeu foi muito bem comemorado. No sábado, eu saí para jogar boliche e jantar com meu tio e família. Foi muito divertido! E nem joguei tão mal assim! hehehe

Na terça de manhã, as crianças cantaram "Parabéns pra você" em PORTUGUÊS para mim (muito fofas) e eu passei a tarde com uma amigona minha do Brasil. À noite, a família fez um jantar especial para mim! :D Foi muito legal!

E também como comemoração do meu niver, no domingo eu visitei Brugge. Conhecida como "Veneza de Bruxelas", a boa fama da cidade é totalmente merecida. Uma vila milenar, da época medieval, com igrejas lindas, canais, lagos... Um charme! Para quem está pela Bélgica, imperdível!



O passeio de barco pelos canais vale muito a pena. É meio carinho (7,50E por 30 min), mas é uma boa maneira de conhecer bastante a cidade sem ter que andar muito.

 


Pequeno testemunho: eu totalmente acredito que Deus faz milagres diariamente em nossas vidas, mas nem sempre nós percebemos. Mas ontem Ele me providenciou um livramento que tenho que testemunhar. Quem me conhece, sabe que sou mega-distraída e sempre esqueço as coisas. Ontem, como de costume, levei as crianças para escola, fui para meu curso de francês e depois voltei direto para escola para buscá-las. Quando finalmente voltamos para casa, me dei conta que estava sem minha chave. Só tinha um detalhe: a mãe está na França e o pai tinha viajado para a Islândia. Ele saiu depois de mim e óbviamente trancou a porta. Sem nenhuma chave extra, tivemos que invadir o jardim do vizinho para pular para o nosso jardim que fica na parte de trás da casa. De lá, tínhamos pelo menos 3 portas que dão acesso ao interior da casa. Mas como a lei de Murph nunca falha, todas as portas e  janelas estavam trancadas. Nenhum dos pais atendia o telefone e eu não sabia o que era pior. Estava morrendo de vergonha de contar para eles a confusão que tinha arrumado. Obviamente, desde o começo, já estava orando silenciosamente para que Deus providenciasse uma solução, porque não sabia o que fazer. Já estávamos há mais de uma hora naquela situação, quando a menina lembrou de um buraco na parede que estava tampado há anos, mas que se conseguíssemos tirar as pedras da frente, ele daria acesso a um subsótão de onde teria um acesso para o interior da casa. O detalhe é que ela só tinha visto esse buraco uma vez há mais de 6 anos e não tinha muita certeza de onde ele iria nos levar. Mas como não tinha outra opção, pulei no buraco cheio de teia de aranha e nem quero pensar o que mais podia ter lá. As crianças estavam certas. Consegui entrar na casa e abrir a porta traseira para elas entrarem. Estávamos são e salvos. Quando entramos, fiz novamente minha oração silenciosa de agradecimento a Deus por ter providenciado uma solução e dessa vez as crianças me perguntaram o que eu estava fazendo e eu expliquei. A menina, então, falou: “eu não acredito eu Deus, mas isso foi verdade. Eu vi você orando antes pedindo ajuda e Deus realmente nos ajudou, porque eu jamais teria lembrado desse buraco que eu vi quando eu tinha cinco anos (hoje ela tem 11). Dessa vez, eu também vou orar para agradecer a Deus”.

terça-feira, 15 de março de 2011

Finalmente França

Apesar de ser "francesa" e já ter visitado alguns lugares fora do Brasil (África do Sul, EUA, Holanda e Bélgica), eu ainda não conhecia meu segundo país. Mas semana passada eu finalmente fui à França. Como de costume, meu carnaval não teve nada de folia, bagunça, samba ou qualquer coisa parecida. Aliás, acho que foi o carnaval mais tranquilo que já passei na minha vida e foi muuuuuuuuuuito bom.

A família com quem estou morando tem uma casa no sul da França, num vilarejo chamado Mortagne Sur Girande, e resolvemos passar o feriado lá. Depois de um dia inteiro de viagem, minha primeira impressão foi de que eles eram malucos de comprar uma casa de férias tão longe de Bruxelas com tanto lugar maravilhoso perto. E à primeira vista, Mortagne era bonito, mas absolutamente nada demais. Só que num piscar de olhos, o vilarejo me conquistou. O sol, as pessoas, o ambiente, tudo é encantador. E eu entendi completamente porque eles amavam aquele lugar.



Quanto aos franceses, me apaixonei por eles. Simpáticos, atenciosos, bem-humorados, pelo menos os do sul. Especificamente nessa cidade, todo mundo se conhece e uns estão sempre nas casas dos outros, comendo, tomando um chá, batendo-papo...

Ah... e a paissagem pelo caminho também era maravilhosa...