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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Top 5 – Europa


Minhas viagens na Europa acabaram (apenas por enquanto!), mas antes de fechar esse capítulo, decidi listar alguns dos meus favoritos no velho continente. Como disse antes, acho que a experiência como um todo influencia muito em como você vai ver e guardar essa viagem/cidade/comida, etc. Então, essa não é uma lista do melhor da Europa. É a lista do meu melhor na Europa. 

Na impossibilidade de escolher apenas 5 cidades, as separei entre frias e quentes, levando em conta o clima que faz na maior parte do tempo no local ou, pelo menos, no nosso imaginário. 

Cidades Frias 

Paris, França – por ser o maior sonho da minha vida, por ser breathlessing, por ser perfeita; 



Londres, Inglaterra – por ter sido uma grande surpresa e por nas três viagens estar sempre em ótima companhia;

Amsterdam, Holanda – porque eu morei com meu irmão e com minha cunhada, por ser uma cidade de bonecas, por ter sido minha primeira cidade europeia, por ter me abrigado tão bem por três meses, porque foi onde vi nevar pela primeira vez; 

Genebra, Suíça – porque é primeiro mundo, porque eu assisti a um evento que gostaria muito, porque andei de bicicleta, por ter debatido o fim de semana inteiro;

Budapeste, Hungria – porque tinha tudo pra dar errado e deu tão certo, porque tem uma arquitetura linda, por ser muito barata e muito diferente de quase tudo na Europa. 

Cidades Quentes

Roma, Itália – porque a primeira vez que vi o Coliseu fiquei sem palavras, porque a Fontana de Trevi e o Panteão são deslumbrantes, porque a comida é deliciosa e por estar em ótimas companhias;

Barcelona, Espanha – por ter sido minha maior surpresa na Europa, por ter me deixado apaixonada por Gaudí, pela arquitetura linda, pelo ar contagiante, por ter sido o começo de uma viagem dos sonhos com amigas muito especiais;


Porto, Portugal – porque é a cidade mais acolhedora da Europa, porque todo mundo é muito simpático, porque a comida é uma delícia, porque é barata, porque eu e a Tati nos divertimos tanto;

Atenas, Grécia – porque é um sonho que não pensei que fosse realizar, porque visitar a Acrópole é uma sensação muito especial, porque é barata e a comida é boa, porque aprendi muito e me senti muito ignorante;

St. Valerie sur Somme, França – porque é uma cidadezinha francesa que reflete bem o interior do país, porque me deu uma das maiores sensações de paz que já tive, porque eu já falava francês e podia conversar com todos na rua, porque me deu momento tão bons com as minhas crianças, porque foram umas férias/despedida inesquecíveis 


Povos mais acolhedores

Portugueses de Porto;
Italianos de Matera;
Noruegueses de Oslo;
Ingleses de Londres;
Holandeses de Amsterdam.

Comidas



Crepe de caramelo com manteiga salgada em Paris;
Waffle de Liège em Bruxelas;
Pizza de verão em Matera (Itália);
Salada grega em Kos;
Bacalhau com natas em Porto.




terça-feira, 2 de outubro de 2012

3 em 1: Pisa, Florença, Veneza



Ah... a Itália! Como eu amo esse país. É insuportavelmente quente no verão, as pessoas não são exatamente amigáveis nas cidades grandes, mas sua beleza supera tudo. E, no meu caso particular, tenho lembranças maravilhosas dos dois verões que passei por lá com pessoas muito queridas.

No último, eu, Tati, Érika e Jéssica fizemos um tour super corrido nas três cidades próximas de Pisa, Florença e Veneza.



Embora tenha colegas nativos que garantem que Pisa tem muito mais para ver do que apenas a Torre, nossa tarde lá nos permitiu apenas de curtir os gramados do monumento, fazer fotos típicas e subir as escadarias tortas da famosa torre. Não há filas, porque você compra seu ingresso (17 euros, se não me engano) com hora marcada. Então, enquanto você espera sua vez para subir, dá para aproveitar para fazer quantas fotos quiser, deitar na grama e, no nosso caso, colocar o papo em dia. A subida é rápida e você tem cerca de 30 minutos para admirar a vista lá de cima.



De Pisa, pegamos um trem super barato (9 euros - 1 hora de viagem) para Florença. Tínhamos um dia lá, que não é suficiente. Conseguímos passear pela cidade inteira, vimos as duas estátuas falsas do Davi de Michelangelo (uma na praça do museu, outra na praça Michelangelo), vimos a vista linda da cidade e eu me apaixonei, mas não entramos em nenhum museu.



De Florença, pegamos outro trem, também barato (19 euros - 2 horas de viagem) para Veneza. Novamente, tínhamos um dia. Mas dessa vez foi suficiente. Veneza é diferente de qualquer cidade do mundo, é realmente sobre as águas e, por isso, muito interessante. Mas não me impressionou.

 
A Cathedral principal é linda, como muitas outras na Itália. Legal mesmo foi andar de gôndola! Com um italiano super simpático que até falar português falava e tinha uma tia que morava no Rio. Com todas as movimentações para bater fotos, quase viramos a gôndola, mas sobrevivemos. Quem for à Veneza, procure pelo gôndoleiro Luca, uma graça!
 

terça-feira, 7 de agosto de 2012

O reencontro


Foram 538 e-mails trocados, fora as conversas via Skype, Facebook, MSN, Viber, etc., para montar um roteiro que coubesse no bolso de cada uma e agradasse a todas. Foi complexo, mas deu certo. Reencontrar três das minhas melhores amigas de faculdade na Europa foi caro (rs!), mas não tem preço. Valeu todo o esforço, correria e o dinheiro gasto.


Quase quatro anos depois da nossa formatura, cada uma seguiu sua vida: empregos diferentes, países diferentes... E, de repente, cá estávamos nós, juntas outra vez. Barcelona, Porto, Pisa, Florença e Veneza tiveram muuuito mais graça com elas.


Foi bom ver que todo mundo mudou, cresceu, mas que a essência de cada uma está sempre lá. Que todas estão cada vez mais lindas e felizes e que continuam minhas amigas queridas! :)






Foi o começo perfeito da minha despedida da Europa, para deixar o gostinho de quero mais e me animar de voltar ao Brasil. Falta pouco...

domingo, 28 de agosto de 2011

Vá bene


Minha última parada na Itália foi em direção ao sul, nas regiões de Puglia e Basilicata. Depois de uma Roma lotada e muito agitada, a paz de Matera foi perfeita para acalmar os ânimos. De todos os lugares que visitei, esse com certeza foi o mais diferente. Uma cidade construída nas rochas, onde até pouquíssimo tempo atrás (leia-se 1950) as pessoas ainda moravam nas cavernas. Literalmente!


Patrimônio da Unesco, Matera não é um destino turístico comum, mas foi uma deliciosa surpresa para mim. Eu passei apenas dois dias lá, mas poderia ter passado muito mais.  O visual da cidade é lindo e o melhor de tudo são as pessoas. Eu amei os italianos de forma geral, mas os de Matera são ainda mais especiais. Tão simpáticos, alegres, atenciosos! O povo na rua, meu host e os amigos dele, todos me fizeram querer voltar lá em breve. E foi em Matera que comi a melhor pizza italiana de toda a viagem! Só de pensar já me da água na boca.

Em Bari, matei as saudades do Brasil curtindo uma praia maravilhosa chamada Bosco Verde. Depois de 8 meses sem saber o que era isso, mergulhei num mar verde e de água quentinha. Delicioso! Tudo que eu precisava para fechar uma viagem maravilhosa por um país apaixonante.


Em uma conversa com um Materano querido, chegamos a conclusão que a palavra da Itália é “Vá Bene”. Além deles falarem isso o tempo todo, a expressão reflete bem o espírito do povo italiano. Mesmo que as coisas não estejam tão bem, eles sempre respiram fundo e concluem: vá bene! :)

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Rome, sweet home...


Um dos meus livros/filmes favoritos, “Comer, Rezar, Amar” não me saía da cabeça enquanto eu andava pelas ruas de Roma. Nas minhas primeiras horas na cidade, sentada em frente ao Vittoriano, saboreando meu gelato, eu me lembrava de quando o li pela primeira vez: em Niterói, cheia de dúvidas e, inspirada por ele, começando a vaguear sobre a possibilidade de passar um ano na Europa.  
Roma me fez lembrar de como tudo começou e, de toda a Itália,  foi onde me senti mais “home”. É a única cidade fora do Brasil que eu e todos os meus irmãos já visitamos, foi o único momento que encontrei pessoas previamente conhecidas (as meninas Au Pair de Bruxelas) e até a casa onde fiquei lá foi a que teve mais gostinho de casa.

Para além da parte emocional, Roma é impressionante. A cada esquina um monumento chama sua atenção e te faz suspirar (tanto pela história quanto pela beleza). O Coliseu é de tirar o fôlego, a Fontana de Trevi é deslumbrante, o Vittoriano é gigante e a luz dentro do Pantheon dá quase uma sensação de divino.

Acho que de tão famosa, Roma dispensa comentários, mas minha dica para a cidade é comprar um livro-guia que se encontra em cada banca de jornal. Foi o que eu fiz e adorei. Em cada ponto turístico, eu abria meu livro e descobria onde, quando, por quem e por que foi construído. Em uma cidade que é uma imersão de história, é uma delícia viajar com as datas e nomes! J
Infelizmente, tenho que confessar que o Romano não é um povo assim tão simpático. Acho que eles já não agüentam mais tantos turistas e pedir informações lá é sempre correr o risco de tomar um fora. Por isso, prometi elogiar um restaurante onde almoçamos chamado “Imperiale”. A pasta era bem gostosa, o preço razoável e o melhor atendimento da cidade. Fica entre o Coliseu e o Vittoriano.  

Para fechar, tenho que discordar de “Comer, Rezar, Amar” quando diz que a palavra de Roma é “Sex”. Talvez para quem mora lá isso seja até verdade, mas para os turistas, a palavra com certeza é  “Crowded”. Ô cidade lotada! E quente!!!
E por falar em palavras, eu gosto desse jogo. Você já sabe qual é a sua? Eu ainda estou decidindo a minha. Tem duas na disputa. Uma em francês e outra em italiano. Acho que muda sempre que me apaixono por uma nova língua! ;)