sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Sinta-se em casa em Porto


Digo e repito: Se cada cidade tem uma palavra, a de Porto com certeza é acolhedora. E não é apenas porque eles falam a nossa língua (ou nós falamos a língua deles...), ou porque nossa história está ligada, nem mesmo porque lembra o Brasil... Porto é acolhedora principalmente por causa das pessoas.

Sabe essa mania de brasileiro de puxar assunto no ponto de ônibus, na fila, na padaria...? Influência portuguesa!!! Em todos os lugares que eu e a Tati íamos, algum português se metia na nossa conversa, puxava assunto com a gente e virava nosso amiguinho. De verdade, nunca fiz tantos amigos em uma cidade. No final dos quatro dias de viagem, já éramos até reconhecidas na rua. Passávamos pelos lugares dando tchauzinho pras pessoas...

E olha que eu tinha uma má impressão dos portugueses, os achava grossos e impacientes... Mas é só fachada... a impaciência só faz deles mais engraçados.

Além do povo, Porto é acolhedora em todos os sentidos. O clima é agradável, com sol e ventinho fresco, tudo é muito barato, a comida é deliciosa e os hostels são reconhecidos por serem de ótima qualidade. E sem contar que estava na companhia da Tati... diversão garantida!!!

Em Porto conhecemos também um pouco mais da nossa história, igrejas que foram construídas com NOSSO ouro, de como a Independência do Brasil afetou o império de Portugal, por isso, super recomendo o Free Walking Tour de lá. Fizemos dois caminhos diferentes (nos perdemos em um deles), mas são bem interessantes. No Walking Tour eles também indicam uns restaurantes ótimos. Um deles tem menu do dia a 6 euros (bebida inclusa!) e a dona é uma simpática! Virou super nossa amiga! O outro é de Tapas, onde comi um bacalhau com natas MARAVILHOSO!!! O garçon também virou nosso amigo!


É claro que fomos também visitar uma cave de vinho do Porto e embora por dentro não tenha nada de mais, é bacana para entrar no clima local. Mas pra dizer bem a verdade, as caves ficam no outro lado da ponte, ou seja, em outra cidade, chamada Gaia. 



À noite, Porto é uma agitação tranquila, que eu adoro. Principalmente no Piolho, um bar perto da universidade. A verdade é que o negócio deles é apenas para bater papo, todo mundo do lado de fora, querendo fazer amigos... mas não espere sair para dançar e pra falar a verdade, nem pra ver gente bonita! hahaha
Ah... e aos domingos, esquece! Cidade vazia!



No mais, Porto tem histórias peculiares bem interessantes. As duas igrejas católicas mais próximas uma das outra, divididas apenas por uma "casa", que na verdade não passa de uma porta. 


PS: Os hostels de Porto são famosos por serem bons e baratos, o que a gente ficou era bem legal também: Porto Alive Hostel. A localização era excelente, bem no centro, os quartos confortáveis e os staffs super simpáticos. O café da manhã deixou a desejar e eu alaguei o banheiro algumas vezes, mas valeu!


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Apaixonante Barcelona


Antes de me mudar para a Europa, eu não tinha muito interesse pela Espanha, mas desde que cheguei, ouvi falar tão bem de Barcelona que se tornou um dos meus "must go". Ainda bem! Assim que coloquei os pés na cidade, foi paixão à primeira vista. Sabe aquele lugar que você automaticamente se sente bem, feliz, apaixonada? Então... foi assim em Barcelona.


A primeira parada foi o encontro com a Tati e a Jéssica no estádio do Barça. Se alguma coisa sempre me interessou na Espanha, era isso. Não deu para assistir um jogo, mas só de visitar o museu, ver o número infinito de taças, sentar na arquibancada, entrar na sala de imprensa, já valeu a pena. E tinha que valer mesmo... a entrada é salgadinha, 23€. Aliás, o único problema de Barcelona é esse: é cara! Quase todos os pontos turísticos pagam entrada e não são baratos.



Na nossa primeira noite fomos à um barzinho bem legal, o Princesa 23, onde colocamos todas as fofocas em dia. Ótima indicação do meu host paulista e super simpático, Cláudio.

No dia seguinte: "pernas para que te quero"... Andamos e andamos... Descer a Rambla é obrigatório em Barcelona. Ali estão algumas obras de Gaudí como a La Pedrera e a Casa Milà. Em torno, tem a Cathedral e alguns prédios bacanas. Fomos também ao Parque Güell, onde fica a casa de Gaudí, é enorme, lindo. Depois, ao Castelo Montjuic. A entrada é de graça, mas fica no alto de um morro, para subir só com muita coragem ou de bondinho. Nesse caso, a travesia ida e volta custa 10€. O castelo não tem nada de especial, mas a vista é maravilhosa e o passeio de bondinho também.



Mas de tudo, o mais impressionante de Barcelona é mesmo a Sagrada Família, a obra prima de Gaudí, ainda interminada. É gigantesca, com uma arquitetura totalmente diferente, impressionante. Não resisti. Comprei um livro sobre o arquiteto que praticamente construiu a Barcelona de hoje. Estou lendo e minha vontade é de voltar correndo para lá!


Para completar, Barcelona ainda tem praia. O que mais posso querer de uma cidade? Nada! Resolução: se algum dia voltar a morar na Europa, com certeza será em Barcelona. Se não, volto para passar um verão na cidade estudando espanhol (sim, eles falam catalão, mas não importa!). :)




terça-feira, 7 de agosto de 2012

O reencontro


Foram 538 e-mails trocados, fora as conversas via Skype, Facebook, MSN, Viber, etc., para montar um roteiro que coubesse no bolso de cada uma e agradasse a todas. Foi complexo, mas deu certo. Reencontrar três das minhas melhores amigas de faculdade na Europa foi caro (rs!), mas não tem preço. Valeu todo o esforço, correria e o dinheiro gasto.


Quase quatro anos depois da nossa formatura, cada uma seguiu sua vida: empregos diferentes, países diferentes... E, de repente, cá estávamos nós, juntas outra vez. Barcelona, Porto, Pisa, Florença e Veneza tiveram muuuito mais graça com elas.


Foi bom ver que todo mundo mudou, cresceu, mas que a essência de cada uma está sempre lá. Que todas estão cada vez mais lindas e felizes e que continuam minhas amigas queridas! :)






Foi o começo perfeito da minha despedida da Europa, para deixar o gostinho de quero mais e me animar de voltar ao Brasil. Falta pouco...

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Palma de Mallorca: um paraíso na Espanha


Sol, calor, praia, mar transparente, areia branca e água quentinha. Assim é Palma de Mallorca. Um oasis para quem mora num país onde o verão é de tempo nublado e chuva. Já tinha ouvido falar muito bem dessa ilha espanhola, mas confesso que o fator principal para ir lá foi o vôo barato da Ryanair (vida de pobre é fogo!) e, no fim das contas, acho que não poderia ter escolhido melhor. Foram cinco dias só curtindo o verão, com uma praia deliciosa a cinco minutos a pé de casa.



Mallorca é muito grande e, por isso, é difícil conhecer tudo em poucos dias e sem carro. Então, o turista tem duas opções: ou escolhe uma praia para curtir e fica nela o tempo todo ou passeia pela ilha para visitar as praias distantes do centro. Eu tentei fazer os dois. Estava hospedada na praia de Cala Mayor, onde passei a maior parte do tempo. Como toda Cala, é pequena, mas super gostosa. Em volta, tem vários barzinhos e restaurantes legais para passar a noite. Mas as praias mais badaladas mesmo da cidade são em Arenal, as chamadas Playas de Palma, perto do aeroporto. Essas sim é grande, com um calçadão para passear e muitas lojinhas. A noite também bomba por lá.



O passeio mais recomendado da ilha é o trem pra Soller. Por falta de tempo e dinheiro, fiz o passeio de ônibus que é mais rápido e mais barato (30 min. e 4€). A praia de Soller, em si, não vale nem um pouco a pena, mas a paisagem, sim. São montanhas ao pé do mar e tem uma trilha que dá uma vista linda da ilha.




Fui também ao Porto Alcúdia, que tem um ambiente bem legal, com muitos restaurantes à beira-mar, bem chique, mas a praia não é das melhores.

No centro de Palma tem uma Cathedral linda e basicamente só isso para visitar. De resto, é só curtir as belezas naturais que essa ilha paradisíaca tem a oferecer!




sexta-feira, 13 de julho de 2012

No interior da França... St. Valerie Sur Somme


Existem certas experiências que só o trabalho de Au Pair te dá. Viajar para lugares que você nunca imaginou é uma delas. Minha primeira vez na França foi "a trabalho" com minha primeira família na Bélgica. Eles têm uma casa numa vilazinha no sul da França, chamada Mortagne sur Gironde, perto de Bordeaux, e fomos para lá duas vezes, passar carnaval e páscoa. Foi o lugar com o maior clima de paz que já conheci.

E agora, mais de um ano depois, aqui estou eu na França a trabalho de novo. Desta vez, numa vilazinha no norte do país, com a terceira família que sou Au Pair. E se Mortagne é hors concours no quesito paz, St. Valery sur Somme tem o pôr do sol mais bonito que já vi na Europa (ia falar do mundo, mas lembrei do pôr do sol que vi na Table Mountain na África do Sul). Todo fim de dia que faço meu passeio fico impressionada... (e com raiva por não saber fazer fotos!).

Eu confesso que quando soube que viríamos passar duas semanas aqui não fiquei nem um pouco empolgada. Em época de fechamento da revista e com tantas coisas para fazer (meus cursos, organizar minha viagem de verão, minha volta para o Brasil), passar duas semanas fora de Bruxelas, numa casa sem internet e com três crianças full-time não parecia uma boa ideia, principalmente depois que tive uma briga um tanto séria com um dos meninos que tomo conta.
Mas a viagem foi bem melhor do que eu esperava. St. Valerie tem um clima de paz e tranquilidade típico do interior da França, é bonita e, mesmo que as praias não sejam das melhores (a que fomos é de pedras), dá para curtir o sol. A casa que estamos é uma delícia, com um jardim enorme e uma mesa de ping-pong que faz a diversão das crianças e minha, é claro! Para melhorar, descobri que os meninos são viciados em jogos como eu. Passamos as noites no baralho e no War (na Europa se chama Risk). Muito melhor que qualquer conexão wifi!


Esse clima de praia durante o dia e jogos à noite me lembra minhas férias com minhas irmãs... momentos tão bons. Me deu ainda mais saudade do Brasil e, embora saiba que vou morrer de saudade de tudo aqui, fiquei feliz de pensar que estou voltando.

domingo, 24 de junho de 2012

No jardim da Bélgica: Luxemburgo

 
Parece brincadeira, mas levei mais de um ano para conhecer um dos países mais próximos da Bélgica. Aliás, que de tão pequeno e próximo me parece mais uma extensão (bem melhorada, diga-se de passagem) da Bélgica. Perdi as contas de quantas vezes planejei ir para lá e de última hora desmarcávamos a viagem. Mas no último fim de semana, finalmente, conheci Luxemburgo. Demos sorte, foi um domingo lindo de sol e calor. Passamos seis horas no trêm, três para ir e três para voltar, mas era tanta conversa e fofoca para contar que nem notamos. 



Eu, Lu e Neto chegamos primeiro e logo descobrimos que estava rolando um evento de ciclismo na cidade. As ruas principais estavam fechadas para carros e o povo todo estava na rua. Luxemburgo me deu a mesma impressão que tive da Suíça: primeiro mundo. Ruas impecavelmente limpas, tudo organizado, zero pobreza. Foi rápido para decidir, mas acho que Luxemburgo entra para a lista dos lugares que eu moraria.



Como ninguém tinha feito o dever de casa, não sabíamos muito bem o que deveríamos ver na cidade. Curtimos um pouco do evento de ciclismo, atravessamos as pontes, demos voltas até a Josi chegar.


Quando finalmente a encontramos, fomos para o centro histórico, onde tinha um outro showzinho. Até que Luxemburgo pareceu animada! Passamos pelo palácio, por outros prédios bonitos e já estava na hora de voltar para casa. As meninas precisavam pegar o último ônibus pra roça e Neto não podia perder o jogo da Eurocopa! :p



Ficou o gostinho de quero mais e a expectativa para que um de nós se mude para lá! Vamos aguardar...


quinta-feira, 7 de junho de 2012

Tem sol na Bélgica! E praia também!



 Durou pouco, mas aconteceu! O verão chegou à Bélgica (e já foi embora, by the way!). Foram 10 dias CONSECUTIVOS de sol. Diante de tamanho milagre, aproveitei para fazer algo que ainda não tinha feito em mais de um ano morando aqui: fui à praia!!!



A Bélgica é banhada pelo Mar do Norte. É claro que não se compara às praias brasileiras, mas confesso que minha expectativa era tão ruim que até gostei. A areia é grossa, a água, escura e fria, mas consegui mergulhar. E poucas coisas me fazem tão bem quanto um banho de mar!

A praia que visitei é De Haan, uma das maiores daqui. Levamos mais de três horas de Bruxelas até lá tentando evitar o congestionamento da estrada e só conseguindo perder tempo. A melhor opção, sem dúvidas, é pegar o trem de Bruxelas à Oostende e de lá o trenzinho que percorre todas as praias.

De Haan é toda dividida em "baias" e tem um calçadão cheio de lojinhas, sorveterias e restaurantes. Uma delícia para passear. Pena que lá, como na maioria das praias belgas, tem pequenos prédios bem em frente ao mar, estragando um pouco a paisagem.



O ambiente é bem familiar e, por isso mesmo, tomei um susto quando, assim que cheguei, vi uma mulher de meia-idade fazendo top less. Depois, vi outra, mas ninguém parecia nem reparar. Nem crianças, nem adultos. Costume belga que ninguém se incomoda. Não que eu me importe, mas usando as palavras de Gilberto Gil: "Desnecessário, Preta".

Saímos da praia já mais de 20h e fomos comer algo na vilazinha. Os restaurantes estavam todos lotados, um clima super gostoso. Pegamos a estrada de volta umas 22h, na hora do pôr-do-sol.