domingo, 24 de junho de 2012

No jardim da Bélgica: Luxemburgo

 
Parece brincadeira, mas levei mais de um ano para conhecer um dos países mais próximos da Bélgica. Aliás, que de tão pequeno e próximo me parece mais uma extensão (bem melhorada, diga-se de passagem) da Bélgica. Perdi as contas de quantas vezes planejei ir para lá e de última hora desmarcávamos a viagem. Mas no último fim de semana, finalmente, conheci Luxemburgo. Demos sorte, foi um domingo lindo de sol e calor. Passamos seis horas no trêm, três para ir e três para voltar, mas era tanta conversa e fofoca para contar que nem notamos. 



Eu, Lu e Neto chegamos primeiro e logo descobrimos que estava rolando um evento de ciclismo na cidade. As ruas principais estavam fechadas para carros e o povo todo estava na rua. Luxemburgo me deu a mesma impressão que tive da Suíça: primeiro mundo. Ruas impecavelmente limpas, tudo organizado, zero pobreza. Foi rápido para decidir, mas acho que Luxemburgo entra para a lista dos lugares que eu moraria.



Como ninguém tinha feito o dever de casa, não sabíamos muito bem o que deveríamos ver na cidade. Curtimos um pouco do evento de ciclismo, atravessamos as pontes, demos voltas até a Josi chegar.


Quando finalmente a encontramos, fomos para o centro histórico, onde tinha um outro showzinho. Até que Luxemburgo pareceu animada! Passamos pelo palácio, por outros prédios bonitos e já estava na hora de voltar para casa. As meninas precisavam pegar o último ônibus pra roça e Neto não podia perder o jogo da Eurocopa! :p



Ficou o gostinho de quero mais e a expectativa para que um de nós se mude para lá! Vamos aguardar...


quinta-feira, 7 de junho de 2012

Tem sol na Bélgica! E praia também!



 Durou pouco, mas aconteceu! O verão chegou à Bélgica (e já foi embora, by the way!). Foram 10 dias CONSECUTIVOS de sol. Diante de tamanho milagre, aproveitei para fazer algo que ainda não tinha feito em mais de um ano morando aqui: fui à praia!!!



A Bélgica é banhada pelo Mar do Norte. É claro que não se compara às praias brasileiras, mas confesso que minha expectativa era tão ruim que até gostei. A areia é grossa, a água, escura e fria, mas consegui mergulhar. E poucas coisas me fazem tão bem quanto um banho de mar!

A praia que visitei é De Haan, uma das maiores daqui. Levamos mais de três horas de Bruxelas até lá tentando evitar o congestionamento da estrada e só conseguindo perder tempo. A melhor opção, sem dúvidas, é pegar o trem de Bruxelas à Oostende e de lá o trenzinho que percorre todas as praias.

De Haan é toda dividida em "baias" e tem um calçadão cheio de lojinhas, sorveterias e restaurantes. Uma delícia para passear. Pena que lá, como na maioria das praias belgas, tem pequenos prédios bem em frente ao mar, estragando um pouco a paisagem.



O ambiente é bem familiar e, por isso mesmo, tomei um susto quando, assim que cheguei, vi uma mulher de meia-idade fazendo top less. Depois, vi outra, mas ninguém parecia nem reparar. Nem crianças, nem adultos. Costume belga que ninguém se incomoda. Não que eu me importe, mas usando as palavras de Gilberto Gil: "Desnecessário, Preta".

Saímos da praia já mais de 20h e fomos comer algo na vilazinha. Os restaurantes estavam todos lotados, um clima super gostoso. Pegamos a estrada de volta umas 22h, na hora do pôr-do-sol.






quinta-feira, 24 de maio de 2012

Mais uma vez Inglaterra



Posso dizer sem dúvida que Londres foi a cidade que mais me surpreendeu na Europa. Eu não tinha grandes expectativas para ela, mas foi paixão à primeira vista. E eu nem sei muito bem explicar o porquê. Talvez seja o sotaque britânico que eu acho lindo ou os próprios ingleses que me conquistaram com tanta educação e simpatia. Na verdade, Londres ainda tem uma vantagem absurda: todas as vezes que fui lá estava na companhia de pessoas muito especiais. Na última vez, foi o ponto de reencontro com minha mãe e minha irmã Taninha depois de mais de um ano sem vê-las pessoalmente. Impossível não ter um cantinho especial no meu coração pra essa cidade, né?


Desta vez, passei quase uma semana em Londres e pude visitar pontos que ainda não conhecia. O Observatório de Greenwich foi um deles e eu adorei. Pra começar, a vila é super charmosa e o parque é lindo. O Observatório, no topo de uma colina, é muito interessante: fala de navegação, astronomia, tempo. Embaixo tem o Museu da Navegação, que eu já tinha visitado em outra viagem à Londres. Dá para passar um dia inteiro por Greenwich passeando pelas ruas e dentro dos museus.



Visitei também por dentro a Cathedral de Saint Paul. Impressionante! Mesmo depois de ter visitado tantas igrejas na Europa, essa ainda me deixou de queixo aberto. Valeu a pena, mesmo com o preço super salgado de 17 euros.

Aproveitamos também para fazer um passeio fora de Londres que valeu super a pena. Um tour de ônibus de um dia que nos levou à  Warwick Castel, Standford upon Avon e Oxford. Amei tudo! O castelo é maneiríssimo, típico da história britânica. É dividido em salas com diferentes temas que te fazem entender um pouco mais da vida medieval. Standford upon Avon é a cidade de Shakespeare. Dá pra visitar a suposta casa onde ele nasceu e passear por todas as lojinhas, que são uma graça. Eu aproveitei para comprar dois livros de Shakespeare no original em inglês: Rei Lear e Hamlet. Já comecei a ler Rei Lear, mas não saio do lugar pq não entendo absolutamente nada. Por fim, o passeio termina na Universidade de Oxford. Para os fãs de Harry Potter, dá pra ver alguns lugares onde o filme foi gravado. 



E ainda realizei dois grandes sonhos:

1: assisti a um musical. Foi Singin' in the rain. Lindo demais! Sai dançando na rua. Embora não seja muito famoso, é maravilhoso. Não lembro o preço exato, mas estava entre os mais baratos.


2: fui a um jogo da Premier League. Com meu irmão ainda por cima! Vi Arsenal X Manchester City. Jogaço!!! E virei Arsenal desde criancinha! :)





sexta-feira, 4 de maio de 2012

Paris, je t'aime




Paris para mim é sempre de última hora, no improviso. E sempre perfeita! Desta vez, pelo menos, consegui ficar tempo suficiente para dizer que conheço Paris. E, definitivamente, é minha cidade preferida no mundo. Tudo bem que não conheço o mundo inteiro (ainda!), mas de todos os lugares que visitei até hoje, Paris é meu favorito.

Como já tinha visto os pontos turísticos principais, passei os dias sem correria e curtindo andar sem rumo pela cidade. E eu sempre descobria algo novo que me encantava! Não importava a estação de metrô que eu descesse ou o caminho que escolhesse seguir, sempre tinha algo que agradava aos meus olhos. 



Como tinha ganho algumas semanas antes da minha mãe um livro sobre a Paris dos anos 20/30 ("E foram todos para Paris", de Sérgio Augusto), fiz meu pequeno roteiro com base nos locais frequentados pelos "badalados" da época: Hemingway, Fitzgerad, Picasso, etc. Passeei pela rive gauche, vi a Universidade de Sorbonne, e fiquei encantada com o ambiente diferente e aconchegante da livraria em inglês Shakespeare and Company. Me inspirei tanto que comprei um livro da Simone de Beauvoir, em FRANCÊS! (Vamos ver se algum dia consigo ler!).


Aproveitei para ir também ao Castelo de Versailles, que ainda não tinha visitado. O castelo estava fechado, então não pude visitar por dentro, mas só os portões de ouro, a construção por fora e os jardins já valem super a pena. Que lugar lindo!

E por falar em jardim, o de Luxemburgo também é uma graça. Pequeno oasis no centro da cidade. Assim como a Praça Vosges, perto da Bastilha.



Algumas observações sobre a viagem:

-Metrô: tenho que concordar que o metrô de Paris é um exemplo. Você chega a qualquer lugar da cidade com ele. É rápido e os intervalos são curtos. Não é o mais limpo do mundo e nem o mais seguro (sempre rola pickpocket), mas facilita muito a vida. Sem contar que os artistas ambulantes são um show a parte. O negócio é quase profissional. Vi microfone, guitarra elétrica e até marionete! Ah, e claro, um deles tocou 'Ai, se eu te pego'. E, prometo, tinha mt gente dançando e cantando com ele!
Dica: quem tem até 25 anos consegue comprar o ticket de um dia de metrô pela metade do preço nos fins de semana e feriados.

- Hostel: fiquei no Plugg Inn e gostei. É super bem localizado, pertinho do Moulin Rouge, então à noite tem muitos cafés lotados e movimento. Tem café da manhã e internet de graça. É limpo, o atendimento é simpático e tem um locker na recepção para quem quiser guardar coisas de valor. Achei um pouco caro, paguei 35 euros por noite num quarto para 4 meninas com banheiro dentro.

- Comida: para quem gosta de doces, a França é uma perdição. Em Paris eu comi o melhor crêpe da minha vida: de caramelo com manteiga salgada na Creperie Josselin, na Montparnasse.



quarta-feira, 25 de abril de 2012

Edimburgo


Edimburgo não estava na minha lista das 15 cidades a visitar antes de voltar para o Brasil, mas minha irmã Taninha escolheu ir para lá e eu estava tão feliz que ela finalmente vinha à Europa me visitar que qualquer lugar que ela propusesse eu aceitaria.



E foi assim que cheguei à Escócia. E de verdade, arrependimento nenhum. Que país lindo! Edimburgo é pequena, mas uma graça. Uma viagem no tempo à Idade Média. Os atrativos são quase todos situados na principal rua da cidade velha, a Royal Mile. A visita pode começar pelo Castelo, que fica no topo da rua. É grande e bem interessante. São várias partes com temas diferentes e se quiser visitar tudo, dá para passar umas boas três horas lá dentro. Todos os dias às 13h tem um tiro de canhão. Todo mundo se amontoa perto para ver, mas é tão rápido que mal dá pra escutar o barulho. Lá de cima, se tem uma linda vista da cidade. 


Depois, é só ir descendo a Royal Mile e visitando os prédios que mais interessar. 


Eu fui à Catedral de Saint Giles, onde tem uma das primeiras traduções da Bíblia em inglês, e numa casa que retrata como as pessoas viviam há centenas de anos. Por fim, a rua termina com o Palácio Real, que como todos é cheio de luxo. Embora minha irmã tenha achado tudo muito de mal gosto e velho! hehehehe



Mas melhor que visitar Edimburgo é fazer o passeio pelos lagos na Escócia. A paisagem mais bonita que já vi na Europa. Montanhas com topos brancos de neve, lagos enormes, cenário de filme mesmo, literalmente, onde foram gravadas algumas cenas de Harry Potter e Coração Valente.  


Fizemos a visita ao Lago Ness, mas não encontramos o monstro. O passeio é quase oito horas sentada no ônibus, descendo só para tirar foto, comprar e comer. O motorista estava decidido a nos engordar e nos deixar pobre. hehehe

Infelizmente, as fotos do passeio ficaram na câmera da minha irmã e ainda não as recebi, mas podem acreditar que é lindo!

Quem gosta de natureza, pode programar a viagem à Escócia. Satisfação garantida!






sexta-feira, 23 de março de 2012

Na cidade do Saxofone... e na da mão também!


O inventor do Saxofone é belga. Pois é, eu também não sabia disso até pouco tempo atrás quando minha professora de francês falou sobre isso em aula. E num domingo desses, fui visitar Dinant, a cidade de Adolphe Sax. A casa dele virou um pequeno (bem pequeno!) museu do instrumento, onde se pode ouvir um pouco de história e uns trechos de música. Bem bonitinha e interessante!


Mas o que mais gostei em Dinant foi a gruta La Marveilleuse. Na Europa, quase tudo é história, museus, monumentos, igrejas. Eu adoro, mas confesso que é gostoso ir a uma cidade onde a atração principal não seja uma cathedral (embora Dinant também tenha uma igreja muito bonita!). Mas a gruta é algo diferente, inusitado. Já tinha entrado em uma na África do Sul e foi mt legal visitar essa em Dinant. Embora o guia tenha dado muitas explicações geológicas e científicas para a formação da gruta (que não entendi muito bem em francês e tão pouco acho que teria entendido em português), para mim, os mistérios da natureza são apenas mais uma expressão da beleza e perfeição de Deus.


Com tudo isso, Dinant é a cidade francófona que mais gostei na Bélgica.



No fim de semana seguinte a Dinant, fui conhecer uma cidade flamenga: Antuérpia. Era um dia de sol e as ruas estavam lotadas. Descobri na hora que lá é bom para comprar, mas era sábado e estou sem um tostão furado, então apenas passeei pela cidade, que por sinal, é bem mais bonita que eu pensava. Tem belas arquiteturas, igrejas... E um mão, que até então não sabia o significado. Quando cheguei em casa, fiz a pesquisa e descobri a lenda de Silvius Brabo. A estória fala de um gigante chamado Druon Antigone que cobrava uma espécie de pedágio aos navegantes do rio Escalda, às margens de Antuérpia. Um belo dia, o soldado romano Silviu Brabo se negou a pagar o imposto e se envolveu numa briga com o gigante. Para a surpresa de todos, Brabo venceu a batalha, matou Druon e arremessou sua mão no rio. Daí a explicação para o nome Antuérpia, que significa mão e arremessar em holandês.



PS: A Ana Eliza, citada em tantos posts, como em Roma, Londres e Namur, encerra sua participação (temporariamente, assim espero!) neste blog. Antuérpia foi nosso último passeio juntas na Bélgica, pois em em breve ela volta para o Brasil. Vai deixar saudades, mas tenho certeza que ela ainda fará parte de muitos episódios na minha vida, e neste blog tb, por que não? :)

sexta-feira, 9 de março de 2012

Praga é linda!


 
"Ai, gente, Praga é linda!" Essa foi apenas mais uma das centenas de frases em português que eu e a Núbia ouvimos enquanto passeávamos pelas ruas da capital tcheca. Embora a voz e o sotaque da moça fossem bem irritantes, ela estava certa. Praga é linda!


E isso não foi nenhuma surpresa. Todos que conhecem a cidade ficam encantados e é por isso que ela entrou para lista "A visitar na Europa" que fiz há alguns meses quando decidi minha data de volta ao Brasil (são 12 cidades novas e 3 a revisitar e faltam apenas 10 meses!). 

Quando cheguei à Praga, eu estava totalmente ignorante de qualquer história ou cultura do lugar. Mas lá me dei conta de duas coisas que me deixaram muito feliz. Um dos meus livros favoritos (tenho muitos!) é "A insustentável leveza do ser", escrito pelo tcheco Mila Kundera e que se passa em Praga. Mas fazia tantos anos que eu tinha lido que nem lembrava de onde era, mas quando cheguei lá, isso me voltou à cabeça. Depois ainda me lembrei que Franz Kafka também é tcheco e eu vi uma peça de teatro dele em Niterói, chamada O Processo, para um trabalho de faculdade. Fiquei feliz porque descobri que não era tão ignorante assim em relação à República Tcheca e também pq visitei o cenário de um livro que amei e conheci a casa de um escritor famoso (na Rua de Ouro do Castelo, uma das casinhas era de Kafka).


O que mais me chamou a atenção em Praga foi a arquitetura. Tem prédios deslumbrantes, como a Ópera Nacional, O Museu Nacional, o antigo palácio real e a cathedral, ambos na área do Castelo, e todos da praça do centro histórico, Old Town. É lá que fica o famoso relógio astronômico, também muito bonito e a subida vale muito a pena pela bela visão da cidade. 




Eu e a Núbia assistimos ao Teatro Negro, típico de Praga. Embora tivesse poucas cenas realmente de teatro negro, foi bem diferente e muito interessante. Eu gostei bastante e recomendo. Pena que tinha uma criança perturbada falando o tempo todo atrás da gente (e pior, em português). 


A boa notícia é que Praga é muito barata, o hotel, a comida, as atrações, tudo a baixo custo. E dá para se comer muito bem, embora eles tenham muito porco no cardápio. Um doce típico, que vende numas barraquinhas na rua, é tipo um pretz enroladinho. Bem gostosinho!


 
A má notícia é que simpatia não é o forte dos tchecos, pelo menos, não da maioria. E eles não fazem questão nenhuma de falar inglês, um saco.  

Obs1: não se preocupem com as direções em Praga. Não importa para qual lado você ande, você sempre acaba na praça do relógio. Sempre! hehehe

Obs 2: No verão passado, quando saía do sul da Itália para Madrid, conheci um rapaz no ônibus que levava de Bari ao aeroporto e por coincidência pegávamos o mesmo vôo. Fomos batendo papo o tempo todo e trocamos facebook. Ele era um tcheco e me deu as dicas de como ir e o que fazer em Praga. Quando finalmente consegui organizar minha viagem à cidade, mandei uma mensagem para ele no facebook. E, a resposta foi inacreditável. Ele estava viajando pela América do Sul e no exato dia que eu chegava à Praga, ele chegava ao Rio de Janeiro!!! A vida assim, cheia de coincidências, encontros e desencontros. A vida é linda e Praga tb! :)