quarta-feira, 25 de abril de 2012
Edimburgo
Edimburgo não estava na minha lista das 15 cidades a visitar antes de voltar para o Brasil, mas minha irmã Taninha escolheu ir para lá e eu estava tão feliz que ela finalmente vinha à Europa me visitar que qualquer lugar que ela propusesse eu aceitaria.
E foi assim que cheguei à Escócia. E de verdade, arrependimento nenhum. Que país lindo! Edimburgo é pequena, mas uma graça. Uma viagem no tempo à Idade Média. Os atrativos são quase todos situados na principal rua da cidade velha, a Royal Mile. A visita pode começar pelo Castelo, que fica no topo da rua. É grande e bem interessante. São várias partes com temas diferentes e se quiser visitar tudo, dá para passar umas boas três horas lá dentro. Todos os dias às 13h tem um tiro de canhão. Todo mundo se amontoa perto para ver, mas é tão rápido que mal dá pra escutar o barulho. Lá de cima, se tem uma linda vista da cidade.
Depois, é só ir descendo a Royal Mile e visitando os prédios que mais interessar.
Eu fui à Catedral de Saint Giles, onde tem uma das primeiras traduções da Bíblia em inglês, e numa casa que retrata como as pessoas viviam há centenas de anos. Por fim, a rua termina com o Palácio Real, que como todos é cheio de luxo. Embora minha irmã tenha achado tudo muito de mal gosto e velho! hehehehe
Mas melhor que visitar Edimburgo é fazer o passeio pelos lagos na Escócia. A paisagem mais bonita que já vi na Europa. Montanhas com topos brancos de neve, lagos enormes, cenário de filme mesmo, literalmente, onde foram gravadas algumas cenas de Harry Potter e Coração Valente.
Fizemos a visita ao Lago Ness, mas não encontramos o monstro. O passeio é quase oito horas sentada no ônibus, descendo só para tirar foto, comprar e comer. O motorista estava decidido a nos engordar e nos deixar pobre. hehehe
Infelizmente, as fotos do passeio ficaram na câmera da minha irmã e ainda não as recebi, mas podem acreditar que é lindo!
Quem gosta de natureza, pode programar a viagem à Escócia. Satisfação garantida!
sexta-feira, 23 de março de 2012
Na cidade do Saxofone... e na da mão também!
O inventor do Saxofone é belga. Pois é, eu também não sabia disso até pouco tempo atrás quando minha professora de francês falou sobre isso em aula. E num domingo desses, fui visitar Dinant, a cidade de Adolphe Sax. A casa dele virou um pequeno (bem pequeno!) museu do instrumento, onde se pode ouvir um pouco de história e uns trechos de música. Bem bonitinha e interessante!
Mas o que mais gostei em Dinant foi a gruta La Marveilleuse. Na Europa, quase tudo é história, museus, monumentos, igrejas. Eu adoro, mas confesso que é gostoso ir a uma cidade onde a atração principal não seja uma cathedral (embora Dinant também tenha uma igreja muito bonita!). Mas a gruta é algo diferente, inusitado. Já tinha entrado em uma na África do Sul e foi mt legal visitar essa em Dinant. Embora o guia tenha dado muitas explicações geológicas e científicas para a formação da gruta (que não entendi muito bem em francês e tão pouco acho que teria entendido em português), para mim, os mistérios da natureza são apenas mais uma expressão da beleza e perfeição de Deus.
Com tudo isso, Dinant é a cidade francófona que mais gostei na Bélgica.
PS: A Ana Eliza, citada em tantos posts, como em Roma, Londres e Namur, encerra sua participação (temporariamente, assim espero!) neste blog. Antuérpia foi nosso último passeio juntas na Bélgica, pois em em breve ela volta para o Brasil. Vai deixar saudades, mas tenho certeza que ela ainda fará parte de muitos episódios na minha vida, e neste blog tb, por que não? :)
sexta-feira, 9 de março de 2012
Praga é linda!
"Ai, gente, Praga é linda!" Essa foi apenas mais uma das centenas de frases em português que eu e a Núbia ouvimos enquanto passeávamos pelas ruas da capital tcheca. Embora a voz e o sotaque da moça fossem bem irritantes, ela estava certa. Praga é linda!
E isso não foi nenhuma surpresa. Todos que conhecem a cidade ficam encantados e é por isso que ela entrou para lista "A visitar na Europa" que fiz há alguns meses quando decidi minha data de volta ao Brasil (são 12 cidades novas e 3 a revisitar e faltam apenas 10 meses!).
Quando cheguei à Praga, eu estava totalmente ignorante de qualquer história ou cultura do lugar. Mas lá me dei conta de duas coisas que me deixaram muito feliz. Um dos meus livros favoritos (tenho muitos!) é "A insustentável leveza do ser", escrito pelo tcheco Mila Kundera e que se passa em Praga. Mas fazia tantos anos que eu tinha lido que nem lembrava de onde era, mas quando cheguei lá, isso me voltou à cabeça. Depois ainda me lembrei que Franz Kafka também é tcheco e eu vi uma peça de teatro dele em Niterói, chamada O Processo, para um trabalho de faculdade. Fiquei feliz porque descobri que não era tão ignorante assim em relação à República Tcheca e também pq visitei o cenário de um livro que amei e conheci a casa de um escritor famoso (na Rua de Ouro do Castelo, uma das casinhas era de Kafka).
O que mais me chamou a atenção em Praga foi a arquitetura. Tem prédios deslumbrantes, como a Ópera Nacional, O Museu Nacional, o antigo palácio real e a cathedral, ambos na área do Castelo, e todos da praça do centro histórico, Old Town. É lá que fica o famoso relógio astronômico, também muito bonito e a subida vale muito a pena pela bela visão da cidade.
Eu e a Núbia assistimos ao Teatro Negro, típico de Praga. Embora tivesse poucas cenas realmente de teatro negro, foi bem diferente e muito interessante. Eu gostei bastante e recomendo. Pena que tinha uma criança perturbada falando o tempo todo atrás da gente (e pior, em português).
A boa notícia é que Praga é muito barata, o hotel, a comida, as atrações, tudo a baixo custo. E dá para se comer muito bem, embora eles tenham muito porco no cardápio. Um doce típico, que vende numas barraquinhas na rua, é tipo um pretz enroladinho. Bem gostosinho!
A má notícia é que simpatia não é o forte dos tchecos, pelo menos, não da maioria. E eles não fazem questão nenhuma de falar inglês, um saco.
Obs1: não se preocupem com as direções em Praga. Não importa para qual lado você ande, você sempre acaba na praça do relógio. Sempre! hehehe
Obs 2: No verão passado, quando saía do sul da Itália para Madrid, conheci um rapaz no ônibus que levava de Bari ao aeroporto e por coincidência pegávamos o mesmo vôo. Fomos batendo papo o tempo todo e trocamos facebook. Ele era um tcheco e me deu as dicas de como ir e o que fazer em Praga. Quando finalmente consegui organizar minha viagem à cidade, mandei uma mensagem para ele no facebook. E, a resposta foi inacreditável. Ele estava viajando pela América do Sul e no exato dia que eu chegava à Praga, ele chegava ao Rio de Janeiro!!! A vida assim, cheia de coincidências, encontros e desencontros. A vida é linda e Praga tb! :)
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Liège
Domingo na Bélgica é dia de passear, mesmo com temperaturas abaixo de 0° e com floquinhos "purpurina" de neve. Ah, e mesmo em semana de fechamento da revista! hehehe
Desta vez, o destino escolhido foi Liège, mais uma cidade francófona, como Namur. Éramos quatro brasileiros morrendo de frio e falando sem parar da comida brasileira (de novo): Ana (como sempre), Neto e a novata Lu.
Com a temperatura congelante, foi difícil apreciar os detalhes da cidade, mas curtimos bastante o dia. Caminhamos, subimos a cidelle e tivemos uma bela vista da cidade, fomos rapidinho à Cathedral de Saint Paul, mas como tinha missa não podemos perambular muito por dentro, e terminamos o passeio tomando uma sopa e um chá num barzinho sem cardápio. Quando o Neto perguntou qual cerveja tinha, a dona foi lá dentro e trouxe várias garrafas com todas as marcas de cerveja que ela servia, fez o mesmo quando eu pedi o chá e tirou a sopa de uma outra cliente para nos mostrar como estava gostosa! Uma figura, mas simpática.
Um casal de amigos (ela, equatoriana e ele, belga, mas ambos falam português pq moraram no Brasil) se juntou a nós só para dar um oi e aproveitou para puxar o saco de Liège, que segundo ele, foi a segunda cidade europeia a fazer a revolução industrial e por isso fez da Valônia (região francófona da Bélgica) uma das mais ricas do continente.
É difícil julgar uma cidade por um domingo de frio, mas as conversas, as risadas, o português e a boa companhia com certeza valeram o passeio! ;)
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Minha história de Berlim
Momento 1: Com uns 12 anos de idade quis ser escritora e esbocei três pequenas histórias, uma delas, em parceria com uma amiguinha de colégio, chamada O Muro de Berlim. Era sobre um jovem casal que tinha sido separado pela divisão da cidade. Eu gostei especialmente desse texto, tanto que me lembro de detalhes dele até hoje.
Momento 2: Quando estava na 8° série, vi o vídeo do Pedro Bial cobrindo a queda do Muro de Berlim. Ele estava no muro, com um monte de gente em volta, emocionado até. Achei aquilo o máximo. Estar alí, vendo a História, fazendo história. Decidi o que queria ser da vida: jornalista. (Infelizmente, não achei o vídeo no youtube, o que me fez até duvidar da existência dele. Talvez minha memória tenha confundido os atores principais, talvez o jornalista seja outro, mas enfim, o importante é que foi com essa cena que escolhi minha profissão).
Momento 3: Durante uma aula de francês na Bélgica o tópico são alguns momentos históricos, entre eles, a Copa do Mundo de 2002 (Brasilsilsiiiiiill) e a queda do muro de Berlim. Uma colega alemã conta suas lembranças do dia. Ela era criança e queria assistir ao seu desenho animado favorito, mas todas as emissões foram interrompidas para mostrar as imagens da derrubada da parede. Ela e a irmã reclamam, mas o pai avisa que esse é um evento que muda o mundo, um dia histórico.
Momento 4: Réveillon de 2011/2012, eu finalmente visito Berlim e vejo tudo isso com meus próprios olhos. E mais: realizo outro de meus pequenos grandes sonhos, pego uma pedra legítima do muro!!! Minha, só minha.
A despeito de todas essas vezes que a História de Berlim cruzou a minha história, essa nunca foi uma cidade que tive especialmente vontade de conhecer. Isso mudou quando cheguei à Europa e perdi a má impressão que tinha dos alemães. A oportunidade surgiu e não poderia ter sido de melhor maneira: passar um dos revéillons mais famosos do mundo no Portal de Brandenburg com minha queridíssima amiga de faculdade, Érika.
Conseguimos um hostel que tinha jeito de hotel, ficamos sozinha no quarto e só dividimos o banheiro com um casal, super tranquilo. O local era meio árabe, mas tá valendo! hehehe
A primeira descoberta foi um tanto quanto decepcionante: os berlinenses não falam inglês, ou porque não sabem ou porque não querem. Isso dificultou um pouco (muito) nossa vida, principalmente levando em conta que as linhas de metrô de lá são complicadíssimas. Minha sorte é que a Érika é boa de mapa! hehehe
Nosso primeiro ponto turístico visitado foi o Muro. Fomos até a West Side Gallery, mas a verdade é que tem pedaços por toda a parte. Onde quer que andávamos, esbarrávamos numa parede. Algumas coloridas, grafitadas, outras cinzas e algumas com chiclete (eca! não gostei!). Como sempre, eu fiquei toda boba de estar em um monumento tão importante historicamente e deixei minha marca. Estive lá!!! :)
A parte do muro que mais gostei é um pouco mais afastada da cidade. Tem tipo um museu a céu aberto que relata diversas tentativas de fuga, umas bem-sucedidas e outras fatais.
Aliás, museu é o forte de Berlim. São inúmeros e cada um deles, enorme. Você passa horas lá dentro e não vê tudo. Sobre a história da Alemanha, a Segunda Guerra Mundial, o Muro. O Museu Judaico é excelente. Além de falar sobre o holocausto, conta bastante a tragetória do povo, seus costumes, religião. Gostei!
Falam também que a noite de Berlim é ótima, mas isso não posso dizer. Nao conseguíamos achar um barzinho de jeito nenhum, mas acabamos num Karaokê divertidíssimo e num restaurante grego, pensando que era pizzaria! Valeu pq foi a primeira vez q fui a um restaurante grego! hehehe
Apesar da arquitetura berlinense não me chamar a atenção, no centro tem alguns prédios bem bonitos: com destaque para a ilha dos museus, a Universidade onde estudaram Marx e Einstein e a Catedral, uma das mais lindas que já visitei.
Pra quem não tinha nenhuma expectativa, descobri que Berlim é bem mais que um muro.
domingo, 8 de janeiro de 2012
Um ano se passou...
Um ano de Europa se passou e 2012 chegou. Quanta coisa aconteceu! É impressionante como um ano que passou tão rápido pôde ser tão produtivo. OK, a gente sempre diz que o ano vôou, mas, de verdade, esse foi o mais rápido da minha vida e mesmo assim consegui fazer tanta coisa que é quase inacreditável.
Como resumir, então, esse ano?
Começou numa total indefinição. Quando me aventurei a vir para cá não tinha persperctiva de nada. Tinha um passaporte francês, um irmão acolhedor e muita vontade de morar na Europa. Só isso! Ok, não posso dizer SÓ isso. Tudo isso já é bem mais do que a maioria dos imigrantes tem quando saem do Brasil.
E foi com isso que aprendi minha primeira lição europeia: descobri que consigo caminhar muito bem com meus próprios pés, mas que ninguém chega a lugar nenhum sozinho. Vim para cá em busca da minha independência e a encontrei, mas sou feliz porque entendi que ser independente não é dizer: eu não preciso de ninguém. Na verdade, não há nada melhor no mundo do que contar com uma família e amigos que te apoiam. Por isso, aqui vão meus agradecimentos de coração para algumas das pessoas que fizeram meu sonho europeu possível: minha mãe, porque mesmo sem concordar plenamente com minha loucura, fez todo o possível para que desse certo, meu irmão e minha cunhada Jô, por me acolherem tão calorosamente e por serem meus amigos em todos os momentos, minha irmã Didy que sempre foi e continou sendo meu porto-seguro e conselheira-mor, ainda que via webcam, aos amigos que fiz em Amsterdam, quando ainda estava sem emprego e sem muita ideia do que fazer, a Ludy e ao Diego, pela lista infinita de favores, e aos outros amigos na Bélgica, que fazem do meu dia-a-dia muito mais feliz.
Findados os agradecimentos (pelo menos por enquanto!), continuemos...
Depois dos primeiros meses de indefinição, arranjei meu primeiro emprego, como Au Pair na Bélgica. Quando aceitei esta proposta não tinha a menor ideia de quem era a família com que eu iria morar e o que eu iria fazer, só precisa arranjar uma maneira de me sustentar. E foi assim que aprendi minha segunda lição: Deus está no controle. De TUDO. SEMPRE.
Embora não possa dizer que minha conduta como cristã tenha sido impecável desde que cheguei à Europa, posso garantir que minha fé triplicou. Acho que quando se está "on your own", o cuidado divino fica ainda mais evidente. Durante este ano, pude ver claramente a providência divina agindo em minha vida. Apesar de todas as incertezas e dificuldades, Deus tomou conta de mim em todos os momentos e providenciou as soluções certas, no momento certo. Tenho certeza que toda a minha caminhada na Europa foi maravilhosamente conduzida pelas mãos do Pai."Eu te agradeço, Senhor, pelo carinho, pelo amor, pelo cuidado que tens por mim".
Com o primeiro emprego garantido e o dinheiro começando a chegar, veio também as melhores experiências: as viagens. Nesses 12 meses, tive a oportunidade de conhecer 8 países e inúmeras cidades. Não tenho palavras para descrever como é bom viajar, conhecer lugares lindos, culturas diferentes, pessoas interessantes... é até difícil (aliás, impossível) escolher a melhor, mas vou destacar duas:
1 - a primeira vez que fui à Paris. Esse era o sonho da minha vida e para realizar um sonho, a gente faz loucuras. E valeu mt a pena! Eu não parava de sorrir, fiquei assim por dias. Quando eu me vi de frente pra Torre Eiffel, foi um dos melhores momentos da minha vida.
2 - minha primeira viagem à Londres. Por tudo que incluiu. Pela cidade que é incrível, pelos ingleses que são muito educados e gentis e, lógico, por ter encontrado a Tati. Londres me surpreendeu, é muito mais do que eu imaginava. Me encantou totalmente.
Tantas viagens, mais uma lição, a terceira: o mundo não é tão grande quanto parece! É possível alcançar nossos sonhos e ir muito além. Conheci lugares que sonhei por anos e muitos outros que nem imaginava. E ainda tem mais por vir, se Deus quiser!!! :)
Entre tantas viagens, mudei de emprego, duas vezes. Passei por uma família inglesa e agora estou numa francesa, com quem fico até minha volta ao Brasil. (se Deus quiser, novamente!)
Trabalhar como Au Pair parece fácil, mas nem sempre é. Tem que ter paciência, muuuita (e olha que eu amo crianças, mas eles podem ser bem estressantes). Além disso, você ganha uma família que não é a sua, o que pode ser complicado, às vezes. Cada família que eu trabalhei era bem diferente da outra e eu aprendi muito em todas elas. Acho que vou ser uma mãe muito melhor e lição quatro: nunca mimar meus filhos!
Como Au Pair, tenho direito a estudar um idioma e não poderia ser outro que não o francês. Eu amo essa língua e sempre morri de vontade de aprender. Sem contar que é o idioma da minha mãe e da minha segunda nacionalidade. Aprender francês tem sido um desafio, mas é uma delícia. Quando cheguei aqui não sabia falar uma palavra e agora já consigo conversar razoavelmente bem. Muito legal!
Além do trabalho como Au Pair, outros empregos foram surgindo. Há alguns meses estou trabalhando para uma revista brasileira na Bélgica, a ABClassificados. Quando a oportunidade surgiu, eu fiquei mega empolgada. Iria excercer minha profissão do jeito que mais quis desde que entrei na faculdade, em um impresso mensal. Mas já no primeiro mês, eu tive vontade de desistir. A dona da revista é de longe a chefe mais louca com quem já trabalhei. Pressão pouca é bobagem!!! Mas aí veio a quinta lição: dê tempo às pessoas e tenha paciência com elas. Elas podem se mostrar melhores do que você pensava. Apesar de todo o stress e de ter um modo de gerenciar que eu não concordo, perbeci que minha chefe é uma boa pessoa e que trabalhar com ela não precisa ser um pesadelo, basta entender que ela é assim e não levar as coisas pro lado pessoal. Manter a cabeça fria, abstrair os defeitos e focar nos pontos positivos sempre ajuda.
Por último, apesar de já estar mega-atarefada com meus empregos, resolvi realizar mais um dos grandes desejos da minha vida: fazer um trabalho voluntário. Estou ajudando na área de comunicação de uma ONG que dá suporte a outras ONGs de ajuda a crianças com Espinha Bífida e Hidrocefalia. Meu primeiro job é traduzir o site do inglês por português. Desafio para mim, mas ótimo para melhorar meu idioma. Última lição (pelo menos por enquanto): sempre arranjar tempo para fazer algo que me dá prazer e no qual eu acredite, a satisfação é enorme e compensa.
Como resumir, então, esse ano?
Começou numa total indefinição. Quando me aventurei a vir para cá não tinha persperctiva de nada. Tinha um passaporte francês, um irmão acolhedor e muita vontade de morar na Europa. Só isso! Ok, não posso dizer SÓ isso. Tudo isso já é bem mais do que a maioria dos imigrantes tem quando saem do Brasil.
E foi com isso que aprendi minha primeira lição europeia: descobri que consigo caminhar muito bem com meus próprios pés, mas que ninguém chega a lugar nenhum sozinho. Vim para cá em busca da minha independência e a encontrei, mas sou feliz porque entendi que ser independente não é dizer: eu não preciso de ninguém. Na verdade, não há nada melhor no mundo do que contar com uma família e amigos que te apoiam. Por isso, aqui vão meus agradecimentos de coração para algumas das pessoas que fizeram meu sonho europeu possível: minha mãe, porque mesmo sem concordar plenamente com minha loucura, fez todo o possível para que desse certo, meu irmão e minha cunhada Jô, por me acolherem tão calorosamente e por serem meus amigos em todos os momentos, minha irmã Didy que sempre foi e continou sendo meu porto-seguro e conselheira-mor, ainda que via webcam, aos amigos que fiz em Amsterdam, quando ainda estava sem emprego e sem muita ideia do que fazer, a Ludy e ao Diego, pela lista infinita de favores, e aos outros amigos na Bélgica, que fazem do meu dia-a-dia muito mais feliz.
Findados os agradecimentos (pelo menos por enquanto!), continuemos...
Depois dos primeiros meses de indefinição, arranjei meu primeiro emprego, como Au Pair na Bélgica. Quando aceitei esta proposta não tinha a menor ideia de quem era a família com que eu iria morar e o que eu iria fazer, só precisa arranjar uma maneira de me sustentar. E foi assim que aprendi minha segunda lição: Deus está no controle. De TUDO. SEMPRE.
Embora não possa dizer que minha conduta como cristã tenha sido impecável desde que cheguei à Europa, posso garantir que minha fé triplicou. Acho que quando se está "on your own", o cuidado divino fica ainda mais evidente. Durante este ano, pude ver claramente a providência divina agindo em minha vida. Apesar de todas as incertezas e dificuldades, Deus tomou conta de mim em todos os momentos e providenciou as soluções certas, no momento certo. Tenho certeza que toda a minha caminhada na Europa foi maravilhosamente conduzida pelas mãos do Pai."Eu te agradeço, Senhor, pelo carinho, pelo amor, pelo cuidado que tens por mim".
Com o primeiro emprego garantido e o dinheiro começando a chegar, veio também as melhores experiências: as viagens. Nesses 12 meses, tive a oportunidade de conhecer 8 países e inúmeras cidades. Não tenho palavras para descrever como é bom viajar, conhecer lugares lindos, culturas diferentes, pessoas interessantes... é até difícil (aliás, impossível) escolher a melhor, mas vou destacar duas:
1 - a primeira vez que fui à Paris. Esse era o sonho da minha vida e para realizar um sonho, a gente faz loucuras. E valeu mt a pena! Eu não parava de sorrir, fiquei assim por dias. Quando eu me vi de frente pra Torre Eiffel, foi um dos melhores momentos da minha vida.
2 - minha primeira viagem à Londres. Por tudo que incluiu. Pela cidade que é incrível, pelos ingleses que são muito educados e gentis e, lógico, por ter encontrado a Tati. Londres me surpreendeu, é muito mais do que eu imaginava. Me encantou totalmente.
Tantas viagens, mais uma lição, a terceira: o mundo não é tão grande quanto parece! É possível alcançar nossos sonhos e ir muito além. Conheci lugares que sonhei por anos e muitos outros que nem imaginava. E ainda tem mais por vir, se Deus quiser!!! :)
Entre tantas viagens, mudei de emprego, duas vezes. Passei por uma família inglesa e agora estou numa francesa, com quem fico até minha volta ao Brasil. (se Deus quiser, novamente!)
Trabalhar como Au Pair parece fácil, mas nem sempre é. Tem que ter paciência, muuuita (e olha que eu amo crianças, mas eles podem ser bem estressantes). Além disso, você ganha uma família que não é a sua, o que pode ser complicado, às vezes. Cada família que eu trabalhei era bem diferente da outra e eu aprendi muito em todas elas. Acho que vou ser uma mãe muito melhor e lição quatro: nunca mimar meus filhos!
Como Au Pair, tenho direito a estudar um idioma e não poderia ser outro que não o francês. Eu amo essa língua e sempre morri de vontade de aprender. Sem contar que é o idioma da minha mãe e da minha segunda nacionalidade. Aprender francês tem sido um desafio, mas é uma delícia. Quando cheguei aqui não sabia falar uma palavra e agora já consigo conversar razoavelmente bem. Muito legal!
Além do trabalho como Au Pair, outros empregos foram surgindo. Há alguns meses estou trabalhando para uma revista brasileira na Bélgica, a ABClassificados. Quando a oportunidade surgiu, eu fiquei mega empolgada. Iria excercer minha profissão do jeito que mais quis desde que entrei na faculdade, em um impresso mensal. Mas já no primeiro mês, eu tive vontade de desistir. A dona da revista é de longe a chefe mais louca com quem já trabalhei. Pressão pouca é bobagem!!! Mas aí veio a quinta lição: dê tempo às pessoas e tenha paciência com elas. Elas podem se mostrar melhores do que você pensava. Apesar de todo o stress e de ter um modo de gerenciar que eu não concordo, perbeci que minha chefe é uma boa pessoa e que trabalhar com ela não precisa ser um pesadelo, basta entender que ela é assim e não levar as coisas pro lado pessoal. Manter a cabeça fria, abstrair os defeitos e focar nos pontos positivos sempre ajuda.
Por último, apesar de já estar mega-atarefada com meus empregos, resolvi realizar mais um dos grandes desejos da minha vida: fazer um trabalho voluntário. Estou ajudando na área de comunicação de uma ONG que dá suporte a outras ONGs de ajuda a crianças com Espinha Bífida e Hidrocefalia. Meu primeiro job é traduzir o site do inglês por português. Desafio para mim, mas ótimo para melhorar meu idioma. Última lição (pelo menos por enquanto): sempre arranjar tempo para fazer algo que me dá prazer e no qual eu acredite, a satisfação é enorme e compensa.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Disney Paris
I did wanted to go to Disney Paris, but for sure it wasn't my priority. I would go if I had the time and the money, but then, it came up a great opportunity that I couldn't refuse. And I'm glad I didn't. It was a great weekend. Excellent hotel (my first in Europe, by the way), cheap tickets for the parks, good restaurant and a walk in Paris by night as bonus. And very nice company, of course!
I just knew one of my traveler's company (who is the responsible that I am online now as he was the one that sold me my new netbook!, by the way), but as soon as I met the other two and my headache was gone, we got along very well. Olivier is very kind and keep you entertained all the time. Tania is funny and we laughed a lot watching the guys getting lost in the park. "Where is the North? I need my GPS to find the next attraction!"
We stayed at Marriott Village and we had a kind of house just for us: two flors, well decorated and very confortable. I loved it and the price was quite cheap. And there is a bus going straight from the hotel to the parks- it takes less than 10 mins. I totally recommend this hotel!
We stayed at Marriott Village and we had a kind of house just for us: two flors, well decorated and very confortable. I loved it and the price was quite cheap. And there is a bus going straight from the hotel to the parks- it takes less than 10 mins. I totally recommend this hotel!
The parks were very fun, although we can't compare it with Disney in Orlando. In Paris, it has less attractions, but the funniest ones are there. Actually, I liked the most the new park-Walt Disney Studios. There, there is the Hollywood Hotel Tower that is the best attraction ever!!! And it has some nice shows as well. I loved the Animagic and I'm still amazed with the visual effects from Cinemagic.
The both parks look great on Christimas time. It was so beautiful! And Paris as well!!! We went there to have a dinner and to check out how the Champs-Élysées looked like. Amazing! I love so much this city! It feels so good to be somewhere that you dreamed your whole life to be. :)
P.S: Totally coincidence, all my sisters were also in Disney at the same weekend. Unfortunately, very far for me, in US. But I kept thinking about them and wondering what would they be doing at the time. I also remembered a lot my first time in Disney, when I went to Orlando with Taninha, Didy e Marcelo. It was so cool! I miss my sisters very hard, and I have to admit that I miss Marcelo as well.
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